Álcool e volante: combinação perigosa

( 25/03/2020 )

Após o consumo de bebidas alcoólicas, o organismo absorve o álcool, que é então levado para a

corrente sanguínea, chegando ao cérebro e comprometendo a capacidade psicomotora, incluindo

a capacidade de dirigir. Isso acontece porque a ingestão de álcool tem consequências sobre:

 

Confiança: A bebida alcoólica pode deixar as pessoas mais confiantes, eufóricas e desinibidas. No

trânsito, esse excesso de confiança pode levar o condutor a subestimar o limite de velocidade e a

sinalização, e a realizar manobras perigosas.

Atenção: As vias são ambientes repletos de informação e em constante mudança, com a

circulação de pedestres e outros veículos, edifícios, sinalização, árvores, animais, intempéries,

etc. Logo, é fundamental estar atento a qualquer situação de risco. O álcool, contudo, diminui a

atenção, prejudica a percepção e a memória, causa desorientação e confusão mental, o que

compromete a direção segura.

Visão: Sob o efeito do álcool, reduz-se a visão periférica, que nada mais é do que a capacidade

de perceber aquilo que está em volta do seu foco principal. Isso pode fazer com que você, ao

olhar para a pista, não enxergue um pedestre prestes a atravessar a via. Também se diminui a

acuidade visual, ou seja, a capacidade de diferenciar detalhes, contorno e forma, dificultando, por

exemplo a visualização das placas de trânsito. Além disso, fica comprometida a noção de

distâncias.

Decisão: Depois de perceber uma situação de perigo, o condutor deve ser capaz de analisá-la e

de decidir que ação realizar. Porém, sob efeito do álcool, a capacidade de julgamento e crítica é

prejudicada, e o condutor tem dificuldade em decidir como agir, ainda mais em poucos segundos,

como requer uma situação de risco no trânsito.

Ação: O álcool prejudica o equilíbrio, a coordenação motora e os reflexos, e deixa o condutor

apático e lento. Em uma situação de perigo à frente, o condutor não terá condições de agir para

evitar um acidente.

Os dados sobre acidentes envolvendo condutores embriagados são alarmantes, e muitas vidas

inocentes se vão por irresponsabilidade de alguém que bebeu e dirigiu. 65% dos acidentes com

mortes envolvem a combinação de álcool e direção.

A “Lei Seca” completou onze anos em 2019. Um estudo conduzido pelo Centro de Pesquisa e

Economia do Seguro (CPES) e divulgado em 2017 aponta que, entre 2008 e 2016, a Lei Seca

teria evitado a morte de quase 41 mil pessoas. Contudo, a embriaguez ao volante continua sendo

umas das principais causas de acidentes de trânsito no país.

 

Desde abril de 2018 as imposições da Lei Seca ficaram  mais rigorosas , justamente para inibir

ainda mais quem insiste em associar álcool e volante. A mudança no Código de Trânsito Brasileiro

definiu que o motorista que dirigir bêbado e causar acidente com vítima fatal será enquadrado no

crime de homicídio culposo, podendo ser preso de cinco a oito anos. Se o acidente ocasionar

lesões graves ou gravíssimas, a pena varia de dois a cinco anos de prisão, sendo que, em ambos

os casos, não há direito à fiança.

Quando os danos são materiais, é confortante ter seu carro assegurado, porém nada vale mais

que a vida.

Seja responsável e conscientize quem está ao seu lado: Se beber, não dirija.

Fonte: Gebram

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